terça-feira, 14 de novembro de 2017

Porque me apetece...

Estou aqui.
Sinto frio.
Esta noite já não é uma noite quente de verão.
Estou aqui.
À tua espera.
Fiz um chá.
Sentei-me no sofá de caneca quente na mão e puxei a manta.
Aqueço-me enquanto não chegas.
E aqui estou,
feliz porque sei que estás a chegar.
Aquecida com a manta em cima do corpo,
de caneca quente na mão,
também o meu coração se sente aquecido.
O amor que sinto cresce a cada dia,
a cada pormenor teu.
Estou aqui.
Estarei sempre aqui,
para ti.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Nomes que ficam no coração...


Sinto necessidade de escrever, de que fique algures registado o que sinto...

porque o meu respeito por este momento é tão grande, quanto o amor que senti por estas três pessoas que sei, me amaram também.

Afinal, todo o caminho que percorremos é a nossa história. E eu, menina de 17 anos, cresci com elas.

Hoje é um dia especial. Um marco de reviravolta na minha vida.

É incrível como uns simples rabiscos podem transformar a tua vida.
Uns rabiscos e o teu nome muda. Ou melhor, volta às origens.

Tenho muito orgulho no meu “Ribeiro” e estou feliz por efetivamente “o ter de volta”.

No entanto, não posso deixar de sentir uma estranheza…
foram mais de 20 anos a ser chamada de Castro.

Castro
Castrinho
Castra
Castrinha

Sim, eu sei … o nome não nos faz. As atitudes essas, sim.

Mas sinto uma estranheza… uma estranheza feliz!

Hoje é um dia especial.

Um ponto final na minha história com uma dessas pessoas. História que me fez a Paula de hoje.

Quanto às outras duas pessoas, onde quer que vocês estejam, em qualquer estrelinha a olhar por mim (que sei, estarão sempre), a vós dois quero dizer que foi um orgulho muito grande ter sido Castro.

Para vós serei sempre a vossa Paula.

Um dia, acredito, voltaremos a nos encontrar.

E que alegria vai ser!

(Pensei muito antes de publicar estas linhas.  Como sempre, vou fazer o que me dita o coração)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Caminhos...

Bem gostavas de ter a rota controlada.

Poder caminhar tranquilamente sabendo que não haverá sobressaltos...

Mas a caminhada não está escrita de forma a que sejas tu a decidi-la.

O passo podes dá-lo para a esquerda e pensar que tomaste uma decisão, mas isso foi apenas porque à direita não havia um caminho escrito ainda.

Seja que caminho for, agarra-o.

Vive-o.
Mantem-te fiel à tua pessoa.
Gosta de ti.

E de repente o melhor acontece.

Não troco este meu caminho por nenhum outro deste mundo.


Ana Paula Ribeiro

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Olhares perdidos de ternura

Acordo com um sorriso de quem adormeceu feliz.

Na minha rotina entro na carruagem, pego no telemóvel e ponho a playlist a tocar. Mas o telemóvel resolveu contrariar a minha vontade e reiniciou…

Neste entretanto, reparo num senhor sentado do outro lado, duas filas à frente.

Cerca de 80 anos, cabelo grisalho, rosto virado para a janela.
Nem mesmo o pó que se via no vidro impediu o reflexo daquele olhar, que me tocou de imediato.
Uma alma perdida, machucada. Tão amarrotada quanto a sua camisa.

Caramba! Aquele olhar!… um olhar de saudade.
Saudade de quem já não está.
Saudade do que viveu, do bom que ficou na memória, cravado no seu coração.

Gerir estas recordações, nem sempre é fácil.
São os nossos amores. Incondicionais ou não, mas os nossos amores.

Nem sempre é fácil.
Mesmo que tentemos substituir por outros bons momentos, os atuais…
Tu vais lembrar-te sempre.
Vai ‘bater’ aquela saudade.
Pensar que podias ter dito tanta coisa. Feito tanto.
Mas o coração mantém-se vivo.

Continua batendo tanto quanto a saudade.

E a vida, essa, segue também.
Mesmo que com a saudade…

a que te faz brilhar os olhos de emoção e também sorrir de ternura.

E foi essa a última imagem que vi.
Foi com essa imagem que sai da carruagem.
É com essa ternura que me vou deitar hoje, feliz.

Um sorriso daquele homem de cabelo grisalho,
que no meio do pó descobriu recordações de uma vida.

(hoje este texto é dedicado às minha “meninas” Ana e Manuela que sei, vão entender cada palavra)

Ana Paula Ribeiro

terça-feira, 8 de agosto de 2017

E sim, vale MUITO e TANTO a pena!

Nem sempre o muito quer dizer tanto. Ou o tanto revela felicidade.

Muitas pessoas à volta.
Tanta solidão.

Às vezes descobre-se tarde esta ironia de palavras e sentires.
Quando já aquele pelo branco teima em sobressair do meio das tuas sobrancelhas, e tu sentes-te incapaz de lutar contra ele e virar-lhe as costas.

No fim … acredito que seja quando tem que ser...
Quando te sentes preparado.
Quando estás de peito aberto para receberes o melhor que a vida tem para te dar.
E dás importância ao que te faz bem.

E sim, vale MUITO e TANTO a pena!

Partilho hoje este pensamento porque li algures que a maioria das pessoas morre sem estar ninguém por perto.

Não é isso o que mais importa.

O mais importante é apercebermo-nos se efetivamente vivemos estando acompanhadas.

Ana Paula Ribeiro