sexta-feira, 28 de abril de 2017

É assim, quando se tem um amigo muito especial

Sais do trabalho tarde...
cheia de vontade de te estenderes a comer umas pipocas e a ver um rol de episódios de uma qualquer série.
E pensas ...
ah! A esta hora há lugares sentados!
Nop ...
Perturbações na linha ... e em todas as pessoas que vão entaladas umas nas outras.
Não posso respirar ou corro o risco de tocar em alguma parte estranha do vizinho do lado.
E do da frente.
E do de trás.

Teimo em procurar o telemóvel no bolso e consigo puxa-lo com grande esforço e  cola-lo ao nariz, de forma a ler as novidades dos meus amigos online.

Eis que surge o meu fã n.º 1  e partilho com ele, a todo custo (bendito teclado especial), a minha dor.

- Oh pá! Estou tão entalada que pareço uma sardinha!!

Do outro lado, nada. Silêncio.

E pensei ... xiça que isto hoje corre mesmo mal ...
mas não!

O meu fã apenas se inspirou e dedicou-me a seguinte obra de arte:
No metro Apertada
como uma sardinha
Sob pressão de corpos alheios
Sufoco
A minha mente viaja
Perco-me Num Mundo tão grande
Livre
Abro os braços
Estico-me
Sinto o calor do Sol
Ouço uma campainha
A liberdade desvanece
A lata abre-se

Obrigada amigo!
Porque só tu me farias rir à gargalhada no meio de uma multidão que olhava para mim com ar estupefacto!

Um dia faremos a nossa parceria, publicando um livro.
A parceria dos fãs n.º 1 :)

Ana Paula Ribeiro com João Rodrigues

O deficientezinho https://www.facebook.com/apaularibeiro73/notes?lst=100000324707500%3A100000324707500%3A1501090319

quinta-feira, 27 de abril de 2017

“- E pra onde vais com esse medo todo?”

Foi a última frase que ouvi hoje de manhã, de uma conversa entre dois jovens que entraram na mesma carruagem.

Pus os meus “fones”, liguei a música no telemóvel e fechei os olhos.
Mas aquela frase não me saiu da cabeça e quando dei por mim, saiu isto…

Medo.

Eu não quero o medo. Quero o risco.
Quero perder o sentido, ganhar emoções sem rede.
Viajar mais!
Chorar mais!
Dançar à chuva!
Rir até não poder mais!
Quero sofrer para me sentir viva e viver para me sentir feliz!
Correr atrás do sol e deitar-me com a lua.
Quero arriscar palavras loucas em frases sem sentido.
Desenhar caminhos novos nos traçados pela vida,
fazer fintas aos obstáculos da mente.
Quero abraços desconhecidos. Beijos apaixonados!
Eu quero amar. Quero prazer.
Quero sentir em mim emoções sem sentido.

Deixar-me ir...

Eu quero o risco.

Não o medo.


Ana Paula Ribeiro

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Desvarios...

Sempre precisei do meu espaço. Momentos com nada e ninguém.

Ultimamente, no meu nada e ninguém, apareces tu...

Umas vezes chegas de mansinho e sem dar por isso, já o nada és tu.

Outras, vens num turbilhão. Chegas e, do nada és o meu ninguém.

Hoje as saudades apertam imenso.

Tanto.

Chegam como as agitadas ondas do mar. Gigantes...

e nelas me sinto a afogar...


Ana Paula Ribeiro 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tudo o que era ficou suspenso no silêncio de um pretérito demasiado imperfeito.

Um instante apenas faz com que venha de imediato, o sabor amargo dessa imperfeição.

Não aprendi ainda a lidar com determinadas atitudes.

A arrogância é uma delas.

Imaturidade minha? Talvez.

Na realidade não sei se quero aprender...

Prefiro seguir meu caminho na direção oposta.



Ana Paula Ribeiro