quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Pois é amigos, mais um ano se aproxima.

Só se houve falar no receio do que possa vir, com esta crise económica.
O meu maior medo é no que as pessoas se possam transformar.

O ser Humano, nos seus relacionamentos, tem vindo a piorar. Não só porque a ambição e o materialismo é cada vez maior, mas porque a entrega ao proximo é sempre assombrada pelo medo da rejeição, ou de ser olhado como um fraco.

Felizmente à minha volta tenho, para além da família, amigos que me mostram, como é bom deixarmo-nos ir e entregarmo-nos de coração. Numa gargalhada, num telefonema, nos chocolates, numa banana, nos cds de música, num estar ao lado sem dizer nada, num simples marcador de livros.
São pessoas assim que nos enchem a alma, são pessoas assim que tento sempre recordar quando o dia me corre menos bem.

Caramba, EU GOSTO DE VIVER!

Gosto de cá estar para brincar com os meus filhos, mandar vir com eles quando é preciso! Passar uma noite musicada, com o meu mano e o meu sobrinho, em família!
Ouvir a minha mãe dizer " ai a minha vida ..." e a música de parabéns que o meu pai me põe todos os anos ao telefone a tocar pela manhã.
Como é bom eles ainda cá estarem!
Como é bom saber que ele, uma pessoa de certezas e convicções, como quem o conhece sabe que é assim, ainda está comigo ao fim de quase 20 anos!!!

Como diria Agatha Christie: "Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional."

O meu desejo é que vocês sintam este prazer de viver!

FELIZ 2011 PARA TODOS :)


sábado, 31 de julho de 2010

António Feio

Ontem de madrugada quando ouvi a notícia, senti um vazio enorme ... até agora ainda não tinha conseguido sequer falar como deve ser do assunto. Veio-me o sabor amargo de ter perdido duas pessoas muito importantes na minha vida que tb partiram como o António, por causa desse monstro.
Agora há pouco dei por mim a rir sosinha, porque me lembrei de uma das peças onde tão naturalmente (é assim para quem tem um dom) me fez rir à gargalhada. Costumo sentir, quando alguém querido parte, que só há sentido nessa partida, porque esse alguém é imprescindível "lá por cima".... imagino o António, rodeado dos meus queridos e de outros tantos queridos que riem à gargalhada como eu naquela noite no teatro.
Obrigada. Muito obrigada por ter partilhado o seu dom comigo e espero que um dia possamos voltar a rir à gargalhada ... fique em paz.